Sobre o Projeto

O ECOSSISTEMA HIBRIDO

  A experiência começa na exposição, com caixas-cenário em miniatura. O gesto de abrir uma porta revela um pequeno universo: elementos que despertam curiosidade, evocam memórias e convidam ao encantamento. Cada cenário oferece possibilidades de encontro com referências culturais e com a própria história de quem o observa.

  O aplicativo amplia essa experiência. Cada caixa pode se desdobrar em diferentes circuitos: territoriais, que convidam a percorrer lugares, ou imateriais e sensoriais, que exploram objetos, sons, práticas, lembranças e saberes. As narrativas aproximam o público das pessoas e comunidades que dão sentido a esses elementos, abrindo caminhos para a participação e o pertencimento.

  Os produtos decorrentes, como book nooks, matrioscas e cartões-postais, sintetizam aspectos desse percurso e prolongam a experiência no cotidiano. São artefatos que carregam histórias, estimulam novas relações e articulam criação artística, cultura e circulação econômica.

  O projeto nasce de uma trajetória pessoal entrelaçada à arte, à pesquisa e ao ensino. Apoia-se na a/r/tografia e na pesquisa baseada em arte, compreendendo a criação como uma forma de investigar, compartilhar conhecimentos e produzir encontros. Em diálogo com a economia criativa, busca valorizar tanto os artefatos quanto as pessoas, os processos e os saberes envolvidos em sua construção.

  Abrir, imaginar, encantar, ocupar, implicar, narrar e sintetizar são movimentos que atravessam esse ecossistema. O encantamento pode despertar o desejo de conhecer, participar, compartilhar e cuidar. A cidade é um dos territórios possíveis dessa experiência, que também se desenvolve nas relações, nas memórias e nas formas de viver e transmitir a cultura.

COMO A EXPERIÊNCIA ACONTECE

 Uma porta se abre. A experiência se desdobra.

O Centro Dentro de Nós é um ecossistema híbrido de experiência cultural que conecta exposição, aplicativo e produtos decorrentes. Entre o físico e o digital, cada pessoa pode construir seu percurso por cenários, lugares, memórias, narrativas e saberes.

A experiência se desenvolve em sete movimentos que se conectam e podem ser revisitados: abrir, imaginar, encantar, ocupar, implicar, narrar e sintetizar.

Abrir

 Tudo começa com uma porta. As caixas-cenário guardam pequenos universos que se revelam ao visitante. O mistério e o gesto de abrir convidam a uma pausa, à curiosidade e a um olhar atento.

Imaginar

  Ao encontrar um cenário, cada pessoa pode reconhecer elementos de sua própria história ou imaginar outras formas de viver e habitar. Uma varanda, um objeto ou um detalhe podem despertar lembranças, sensações e perguntas. O que se revela na caixa também encontra aquilo que cada visitante traz consigo.

Encantar

  A miniatura convida a olhar de perto. Sua escala, sua materialidade e seus detalhes despertam o encantamento e podem estimular o desejo de conhecer mais. Esse primeiro vínculo abre possibilidades para aprofundar a experiência e se envolver com aquilo que ela apresenta.

Ocupar

  O convite se estende à presença nos espaços e nas experiências culturais. Por meio do aplicativo, os cenários se desdobram em circuitos que aproximam o público de lugares, manifestações, práticas e saberes. Ocupar envolve estar presente, vivenciar e construir relações com esses contextos.

Pertencer

  Pertencer também envolve participar. A experiência convida cada pessoa a perceber sua relação com o que encontra e a reconhecer quem cria, mantém e transmite aquelas referências culturais. Explorar, cuidar, compartilhar e contribuir são formas de assumir uma presença ativa e aprofundar esses vínculos.

Narrar

  Lugares, objetos e manifestações culturais carregam histórias de pessoas e comunidades. As narrativas dão espaço a essas vozes, aproximando o público de experiências, conhecimentos e memórias. Cada encontro também pode despertar outras histórias e novas formas de contar.

Sintetizar

  A experiência ganha forma em produtos e artefatos, como book nooks, matrioscas e cartões-postais. Essas criações reúnem elementos do percurso e prolongam sua presença no cotidiano, como memória, expressão artística e possibilidade de novos encontros.

Em breve

Breve explicação

Em breve

Breve explicação

Em breve

Breve explicação

UMA EXPERIÊNCIA QUE CONTINUA

A exposição desperta a curiosidade e o encantamento. O aplicativo amplia o acesso aos circuitos e às narrativas. Os produtos decorrentes sintetizam aspectos da experiência e a acompanham para além da visita.

Esses três componentes se alimentam mutuamente, articulando criação artística, participação cultural e circulação econômica. O ecossistema se desenvolve nos encontros entre quem cria, quem compartilha seus saberes e quem vivencia cada percurso.

JUSTIFICATIVA

  O projeto responde a um problema de acesso à cultura que aparece em pesquisas recentes, tanto no país quanto em Campo Grande.

  No Brasil. A pesquisa do Ministério da Cultura sobre hábitos e consumo de cultura (Nexus, novembro de 2025, 2.016 entrevistas nas 27 UFs) mostra um consumo concentrado em música, filmes e séries, no celular e em casa. Quase metade da população (47%) não frequentou nenhum dos equipamentos culturais listados no trimestre. Os obstáculos mais citados foram a falta de tempo (33%), a falta de interesse (29%) e a falta de dinheiro (24%); 14% apontaram a falta de opções culturais onde moram.

  Em Campo Grande. Um levantamento do Datafolha com a JL Cultura e Esporte (abril e maio de 2025, 600 entrevistas, margem de erro de 4 pontos percentuais), divulgado pelo Campo Grande News, mostrou baixa participação em quase todas as 14 atividades avaliadas. Apenas 12% foram ao teatro no último ano, 66% nunca visitaram um museu e só 7% disseram ter opções culturais no próprio bairro; 70% das atividades acontecem longe de onde as pessoas moram.

  Como o projeto responde (proposta). O Centro Dentro de Nós aproxima referências culturais, lugares e histórias de quem vive a cidade, por meio das caixas-cenário, dos circuitos e do aplicativo.

  Fontes: Campo Grande News, 20/08/2025 · Relatório “Hábitos e consumo de cultura / Percepções sobre as políticas culturais”, Ministério da Cultura e Nexus, novembro de 2025